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Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

Leituras 📚

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A Ilha do Medo comecei a ler há meses e só acabei nas últimas férias. Mais uma aventura do detective John Corey numa investigação do homicídio de um casal de cientistas que trabalhava numa ilha misteriosa. O Vale dos Cinco Leões despachei em duas tardes. Passa-se nos anos 80, numa aldeia remota de um Afeganistão em guerra onde um casal de espiões se refugia. A história não é nada de especial, já li melhor do Ken Follett, mas lê-se bem.

Em atraso

Já há uns tempos que devia ter actualizado o livro ali do lado. É que "A rapariga no comboio" já está lido e despachado. Se gostei? Sim. Uma história interessante, que prende e que no fim ainda nos consegue surpreender. Se é assim tããããõoo bom como andava tudo a dizer e comentar pelo blog world? Nem por isso. Lê-se bem mas não é nenhuma obra prima da literatura. Provavelmente, aconteceu como outros livros: estava na moda dizer que se estava a ler (mesmo que não fosse verdade). Quanto ao filme, não tive nenhuma curiosidade de ir ver. Porque raras vezes a adaptação da história corresponde à descrita no livro. Há sempre algo que se perde. E neste caso, começava logo pelo local onde se passava.

A contadora de histórias - Jodi Picoult

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Comparado com os últimos, este foi lido à velocidade da luz. Acabou por não ser nada do que esperava. Parte da história descreve a vida de uma família num gueto de uma cidade na Polónia na época da ocupação nazi na II Guerra Mundial e a passagem de uma das personagens por Auschwitz até à libertação pelos Aliados. Também conta a vida do outro lado, de dois oficiais da SS no mesmo campo de concentração. Esse é o segredo confessado por Josef a Sage, uma padeira de profissão, ás voltas com os seus próprios complexos, descendente de uma família judia cujo caminho no passado se cruzou com Josef.

Foi daqueles livros em que tinha que me obrigar a desligar a luz sob pena de continuar até ás tantas.

No limiar da eternidade - Ken Follett

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Finalmente, consegui acabar o último livro da trilogia "O Século" do Ken Follett. Acho que não volto a meter-me noutra. Por ser tão grande, levei meses a despachá-lo, desinteressei-me várias vezes por achar muito chato. Explora ao mínimo detalhe a história politica e isso acaba por tornar-se cansativo. Decididamente, e apesar de gostar de livros que se baseiam em factos verídicos, os próximos terão de ser mais pequenos sob pena de ficaram atirados para o lado durante meses.

O Príncipezinho - check!

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Nunca li "O Príncipezinho" de A. Saint-Exupéry. Nem quando era miúda nem depois de adulta. Uma falha, segundo um amigo que achava que o devia ler. Fiz-lhe a vontade e como tive que passar pela Fnac para comprar um livro para oferecer no Natal, resolvi procurar por ele. Estava quase a pedir ajuda quando me lembrei que devia estar na secção infantil. Lá me enchi de coragem e fui em busca. Como sempre e em todas as secções infantis, seja do que for, senti-me como um elefante numa livraria (que até era o caso, da livraria) mais deslocada que uma viola num funeral. Mas lá descobri o livro, no meio de umas seis versões do mesmo e agarrei no mais simples e saí dali para fora. Por isso V., fica descansado que nos próximos tempos vou preencher a lacuna na minha história com livros e ler um dos mais lidos do mundo.

Leituras de férias

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As férias serviram também para despachar o livro que há meses estava a criar teias de aranha ali ao lado.

A autora é a mesma do Harry Potter mas com um pseudónimo. A história não era lá muito interessante: a investigação do aparente suicídio de uma modelo. Não foi daqueles livros que não consigo largar e só para o fim é que dava vontade de pegar nele. O próximo, esse vai demorar uns 3 anos a ser lido. Só tem ...1022 páginas. Mas é o 3º e último livro da trilogia "O Século" do Ken Follet, por isso, é para acabar a história das 5 famílias ao longo do séc. XX. O que vale é que nas férias já lhe dei um avanço.

Adorava ser daquelas pessoas que despacham um livro de 500 páginas em 3 dias. Não devem ter nada que fazer ou então andam com o livro sempre a reboque, a toda hora e lugar, e são capazes de ler em qualquer lado, no meio da confusão, o que não é o meu caso. 

Diz-me quem sou - Julia Navarro

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Nunca tinha lido nada desta autora mas chamou-me a atenção na capa dizer "a história do século XX através do olhar de uma misteriosa mulher". Gosto de histórias que vão acompanhando o passar do tempo e onde os acontecimentos históricos estão incluídos. E esta é uma história dessas. Amélia, a tal mulher misteriosa, passou por alguns dos principais acontecimentos do séc. XX desde a Guerra Civil Espanhola, a II Guerra Mundial, a Guerra Fria até à queda do Muro de Berlim sempre embrenhada no mundo da espionagem que a levou a vários países e a fez passar por muito onde não faltou um campo de concentração nazi e a prisão comunista.

Gostei. Foi daqueles livros em que, das poucas vezes em que lhe pegava, não o conseguia largar. Foi o tal da noitada até às 4 da manhã. 

E gostei especialmente da razão porque tem este titulo... é algo que conheço de perto.

Sophia

Miguel Sousa Tavares disse hoje, no dia da trasladação de Sophia de Mello Breyner Andresen para o Panteão Nacional, que a melhor homenagem que lhe poderiam fazer seria que os professores de Português dessem a obra da sua mãe nas escolas, "para que as crianças vejam o que é um português bonito, bem falado, em "desacordo" ortográfico e um português que as pessoas entendem, que formou gerações a ler".  Ao ouvir isto, dei-me conta de que faço parte de uma dessas gerações, que estudou Português na escola preparatória com textos de Sophia. Lembro-me de ler excertos de "O Cavaleiro da Dinamarca", "A Menina do Mar", "O Rapaz de Bronze", "Contos Exemplares" e de a professora de Português nos ter lido "A Fada Oriana" nas aulas, um pouquinho em cada dia. Talvez também venha daí o meu gosto pelos livros, se bem que naquela altura já devorava as colecções de "Os Cinco", "Os Sete", "As Gémeas". E não poderia estar mais de acordo com o "desacordo". Se tivessem a preocupação em investir no ensino do português, talvez não tivessem que transformar erros ortográficos em regra que, de tão absurdos, até faz impressão ver escritos.

Quando a noite cai - Nelson DeMille

Demorei mas acabei. 

 

Um avião cai. Terá sido avaria ou algo mais que todos se preocupam em esconder? Inspirado em factos reais, acompanhamos a investigação de dois membros da ATTF que não aceitam a explicação oficial para aquele acidente. A pouco e pouco, vão conseguindo reunir provas de que talvez a história não esteja bem contada. Até ao dia 11 de Setembro de 2001...

 

Confesso que quando comecei este livro, pensei "Mas porque é que comprei isto? Vai ser uma seca descomunal". Mas afinal, até nem é mau de todo. Não tem grande história a não ser a investigação em si mas não deixa de ser interessante.