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Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

Sophia

Miguel Sousa Tavares disse hoje, no dia da trasladação de Sophia de Mello Breyner Andresen para o Panteão Nacional, que a melhor homenagem que lhe poderiam fazer seria que os professores de Português dessem a obra da sua mãe nas escolas, "para que as crianças vejam o que é um português bonito, bem falado, em "desacordo" ortográfico e um português que as pessoas entendem, que formou gerações a ler".  Ao ouvir isto, dei-me conta de que faço parte de uma dessas gerações, que estudou Português na escola preparatória com textos de Sophia. Lembro-me de ler excertos de "O Cavaleiro da Dinamarca", "A Menina do Mar", "O Rapaz de Bronze", "Contos Exemplares" e de a professora de Português nos ter lido "A Fada Oriana" nas aulas, um pouquinho em cada dia. Talvez também venha daí o meu gosto pelos livros, se bem que naquela altura já devorava as colecções de "Os Cinco", "Os Sete", "As Gémeas". E não poderia estar mais de acordo com o "desacordo". Se tivessem a preocupação em investir no ensino do português, talvez não tivessem que transformar erros ortográficos em regra que, de tão absurdos, até faz impressão ver escritos.