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Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

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Já que toda a gente fala do Salvador Sobral, aproveito a onda. Ao contrário de quase todos, não lhe acho muita graça e a música, em si, mais parece que poderia ter sido cantada pela Simone nos anos 60. Pronto, podem bater. Agora reconheço que há ali qualquer coisa que faz toda a gente suspirar pela música e pelo rapaz. E, depois de ter visto os 3 ou 4 concorrentes anteriores á actuação do Salvador, percebi o que era. Trata-se uma simples música cantada por um rapaz de ar frágil, sensível e, ao mesmo tempo, descontraído, com um estilo muito seu. Todas as actuações anteriores (não me dei ao trabalho de ver as seguintes) eram encenadas, todos os gestos coreografados ao milímetro, muitos efeitos especiais, adereços, luzes. Tanto que a música era um mero... detalhe. Quando o Salvador actua, é somente ele e a sua música. Mais nada. Daí todos se renderem. Acho que estamos a voltar ao ponto de partida. Antigamente,  as actuações eram do mais simples possível. Com o avançar dos tempos, foram sendo cada vez mais elaboradas e inovadoras. Todos tentavam ser diferentes, quanto mais desse nas vistas, quanto mais espalhafatoso fosse, melhor. Era sinal de diferença e ser diferente dá pontos neste tipo de espectáculo. Mas tanta diferença acaba por cansar. De tal maneira que voltamos ao inicio. Ser diferente agora é ser o mais simples possível. E foi o que o Salvador fez. Ele e a sua música. Mais nada. E chegou. 

 

Agora é esperar por amanhã e ver como se sai no meio dos tubarões. Se bem que amanhã vou estar mais preocupada com outras 'competições' ali para os lados da Luz. Nérvus, muitos nérvus.