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Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

Um convite inesperado

No domingo, muito contrariada porque não me apetecia nada sair de casa, dei um salto ao Colombo para ir buscar um cartão para o hotspot. Ainda dei umas voltas mas vim para casa acompanhada por uma ventania a chamar a chuva. Vinha a sonhar com o meu sofá, a mantinha e o resto da tarde a aproveitar a final da taça descansadinha enquanto ouvia a chuva. Quando estou a meter a chave na porta, ligam-me a perguntar se estava muito ocupada e que havia um convite disponivel para ir ver o espectáculo 'Amália' no Politeama. Nem pensei duas vezes. Claro que sim. Trocar de roupa e voltar ao metro de onde tinha acabado de sair. Não se pode dizer que fado seja a minha praia mas gostei. Grandes vozes e um espectáculo que vai correndo sem partes chatas. Pensei que era a reposição do que estreou há alguns anos mas não era o caso, era um novo (não estou muito a par dos cartazes).

 

Para quem passa a vida queixar-se que tem a vida social menos movimentada que uma estrada de um monte alentejano, achei que não devia perder a oportunidade. Valeu a pena. 

Limpezas

E quando nos dá uma súbita vontade de fazer a limpeza de primavera aplicada à secretária? Três toneladas de papéis e dois cestos de lixo cheios depois descobri espaço na secretária que já não via há muito. Um pedido de desculpas às árvores assassinadas para fazer esta quantidade de papel. Eu bem tento manter tudo no computador mas, com quem me rodeia, isso é impossível. Se não apalparem o papel, não serve. Dá muito trabalho olhar para o monitor. Gastar papel e tinteiros é mais fácil.

Um dia para ficar na História

E na memória de todos. A visita do Papa e a canonização dos pastorinhos. O meu Benfica a ganhar o tetra depois de mais um campeonato difícil e renhido até ao fim. E a surpresa, que no fundo já se esperava, de ao fim de 53 anos ver Portugal levar uma carrada de 12 pontos no Festival da Eurovisão (além de da pontuação máxima da votação pelo telefone). Afinal a simplicidade da música e da actuação finalmente levou-nos ao 1° lugar. Parabéns Salvador! 

 

Depois de passarmos a vida toda a ver outros ganhar na Europa e quase 1 ano depois do golo do Eder nos ter dado uma alegria imensa, o Salvador deu-nos outra alegria no Festival da Eurovisão e voltou a encher-nos de orgulho e a mostrar que Portugal está aqui, neste cantinho meio escondido mas que também tem capacidade de vencer.

Posso dar minha opinião?

Já que toda a gente fala do Salvador Sobral, aproveito a onda. Ao contrário de quase todos, não lhe acho muita graça e a música, em si, mais parece que poderia ter sido cantada pela Simone nos anos 60. Pronto, podem bater. Agora reconheço que há ali qualquer coisa que faz toda a gente suspirar pela música e pelo rapaz. E, depois de ter visto os 3 ou 4 concorrentes anteriores á actuação do Salvador, percebi o que era. Trata-se uma simples música cantada por um rapaz de ar frágil, sensível e, ao mesmo tempo, descontraído, com um estilo muito seu. Todas as actuações anteriores (não me dei ao trabalho de ver as seguintes) eram encenadas, todos os gestos coreografados ao milímetro, muitos efeitos especiais, adereços, luzes. Tanto que a música era um mero... detalhe. Quando o Salvador actua, é somente ele e a sua música. Mais nada. Daí todos se renderem. Acho que estamos a voltar ao ponto de partida. Antigamente,  as actuações eram do mais simples possível. Com o avançar dos tempos, foram sendo cada vez mais elaboradas e inovadoras. Todos tentavam ser diferentes, quanto mais desse nas vistas, quanto mais espalhafatoso fosse, melhor. Era sinal de diferença e ser diferente dá pontos neste tipo de espectáculo. Mas tanta diferença acaba por cansar. De tal maneira que voltamos ao inicio. Ser diferente agora é ser o mais simples possível. E foi o que o Salvador fez. Ele e a sua música. Mais nada. E chegou. 

 

Agora é esperar por amanhã e ver como se sai no meio dos tubarões. Se bem que amanhã vou estar mais preocupada com outras 'competições' ali para os lados da Luz. Nérvus, muitos nérvus.

Really!?

Ás vezes, as pessoas conseguem surpreender-nos e ouvimos coisas que não esperamos de quem não contamos. Hoje ouvi o discurso mais inesperado, alucinado, irreal e estou zonza até agora. Incluía extraterrestres, naves espaciais, civilizações evoluidas, Atlântida, controlo da mente, teorias da conspiração, iluminatis, Apocalipse, seres sobrehumanos, desvio de planetas, mudança de galáxia, alteração das estrelas e tantas outras coisas que não consegui assimilar. A vontade de lhe dizer 'Hello! Planeta Terra a chamar' era tanta mas acho que tão depressa não deve voltar á Terra. O que mais me chocou foi ouvir tudo aquilo de alguém que conheço há muito tempo no âmbito de uma área do mais terra-a-terra possível. 

Onde se pode desligar?

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Acho que acontece com toda a gente associar uma música a pessoas, acontecimentos que recordamos cada vez que a ouvimos. E ouvir uma música de manhã e ficar com ela na cabeça o dia todo também. O problema é que a música que ouvi hoje e me andou nos ouvidos o dia inteirinho está associada ao maior erro/disparate/asneira/estupidez da minha vida, daqueles que nos arrependemos até ao fim dos dias. E lá está, voltei a pensar em tudo o que queria ter esquecido. Dispensava.

 

 

A música é esta e apesar de ser fan do Bryan Adams desde sempre, esta música é daquelas que, decididamente, não gosto e nunca lhe achei grande piada. Apenas calhou ouvi-la na altura errada.

Bom fim de semana

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 Finalmente um fim de semana que posso dizer que vai ser prolongado. Weeeee! 

 

Ou quase. Não esquecer que trabalho no sábado. Mas prontos, ter um feriado, feriado MESMO!!, a uma 2a. feira sabe tão bem que tento não me lembrar desse pequeno promenor... 😉

 

Memórias

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Memórias. De jogar ao mata lá ao fundo, á direita. De saltar a macaca onde hoje está uma rampa de acesso ao lado das escadas. De jogar ao berlinde do outro lado deste muro. De jogarmos á pedra na escadaria (até aparecer alguém a ralhar porque não podíamos estar todos ali a ocupar as escadas de uma ponta á outra). Do 'verdade ou consequência' no recanto do jardim que havia em frente ás escadas. De jogar á apanhada pelo meio dos arbustos e árvores. Da biblioteca no 2° andar (as janelas da direita, no 1° andar era a sala dos professores). O ginásio do lado oposto e o refeitório no andar de baixo. As aulas de ginástica no recreio lá atrás. Os campeonatos de futebol entre turmas onde só os rapazes jogavam e as raparigas ficavam de fora o torcer pelos 'nossos'. As aulas de música na cave e as de francês na sala envidraçada de onde se via a Praça de Espanha. As aulas de ciências do 1° ano onde fazíamos gato sapato da professora e cantavamos em alto e bom som ' Ei teacher! Leave the kids alone!' dos Pink Floyd. As filas para o almoço no refeitório. As aulas de Português em que a professora nos leu, um pouco em todas as aulas ao longo do ano,  'A fada Oriana' de Sophia de Mello Breyner. As corridas pelos corredores enooormes assim que tocava para a entrada ou saída. E tantas outras memórias dos dois anos que ali passei.

Dias assim

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Há dias assim. Em que me apetece sair sem rumo, sozinha com os meus pensamentos. A vaguear pelas ruas sem destino certo e sem vontade de voltar a casa. Voltar ao mesmo de sempre. Olhar á volta e ver as outras pessoas entregues ás suas vidas que me parecem sempre perfeitas quando penso na minha. Um disparate, eu sei. Ninguém tem a vida perfeita, todos temos problemas e angústias mas, como se costuma dizer, cada um sabe de si. E eu sei que apenas me chegava as coisas simples que muitas pessoas têm como garantidas e que para mim são impossiveis de viver. Há dias assim. Que passam. Vão passar, como sempre.