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Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

Pingos de Chuva

Depois da chuva passar, haverá sempre um arco-iris no céu

Uma questão de genes

Sabes que tens os genes de Alzheimer quando, no mesmo dia, metes a máquina da roupa a lavar duas vezes e da primeira esqueces-te de colocar amaciador (só dás conta quando sentes a roupa assim para o áspero) e da segunda colocas o amaciador mas não fechas a gaveta do detergente...

Pequeno almoço de férias ☕

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O resto foi ano saio de casa acelerada e nem tenho vontade de comer. É um erro, eu sei, mas sou assim. Mas nas férias, por ter mais tempo, não dispenso o meu café Bolero (que nem tem café, é mais cereais e fibras) e as minhas torradas. Desta vez, resolvi experimentar panquecas. Neste caso, com mel mas com chocolate também não ficam más. 

Um convite inesperado

No domingo, muito contrariada porque não me apetecia nada sair de casa, dei um salto ao Colombo para ir buscar um cartão para o hotspot. Ainda dei umas voltas mas vim para casa acompanhada por uma ventania a chamar a chuva. Vinha a sonhar com o meu sofá, a mantinha e o resto da tarde a aproveitar a final da taça descansadinha enquanto ouvia a chuva. Quando estou a meter a chave na porta, ligam-me a perguntar se estava muito ocupada e que havia um convite disponivel para ir ver o espectáculo 'Amália' no Politeama. Nem pensei duas vezes. Claro que sim. Trocar de roupa e voltar ao metro de onde tinha acabado de sair. Não se pode dizer que fado seja a minha praia mas gostei. Grandes vozes e um espectáculo que vai correndo sem partes chatas. Pensei que era a reposição do que estreou há alguns anos mas não era o caso, era um novo (não estou muito a par dos cartazes).

 

Para quem passa a vida queixar-se que tem a vida social menos movimentada que uma estrada de um monte alentejano, achei que não devia perder a oportunidade. Valeu a pena. 

Limpezas

E quando nos dá uma súbita vontade de fazer a limpeza de primavera aplicada à secretária? Três toneladas de papéis e dois cestos de lixo cheios depois descobri espaço na secretária que já não via há muito. Um pedido de desculpas às árvores assassinadas para fazer esta quantidade de papel. Eu bem tento manter tudo no computador mas, com quem me rodeia, isso é impossível. Se não apalparem o papel, não serve. Dá muito trabalho olhar para o monitor. Gastar papel e tinteiros é mais fácil.

Um dia para ficar na História

E na memória de todos. A visita do Papa e a canonização dos pastorinhos. O meu Benfica a ganhar o tetra depois de mais um campeonato difícil e renhido até ao fim. E a surpresa, que no fundo já se esperava, de ao fim de 53 anos ver Portugal levar uma carrada de 12 pontos no Festival da Eurovisão (além de da pontuação máxima da votação pelo telefone). Afinal a simplicidade da música e da actuação finalmente levou-nos ao 1° lugar. Parabéns Salvador! 

 

Depois de passarmos a vida toda a ver outros ganhar na Europa e quase 1 ano depois do golo do Eder nos ter dado uma alegria imensa, o Salvador deu-nos outra alegria no Festival da Eurovisão e voltou a encher-nos de orgulho e a mostrar que Portugal está aqui, neste cantinho meio escondido mas que também tem capacidade de vencer.

Posso dar minha opinião?

Já que toda a gente fala do Salvador Sobral, aproveito a onda. Ao contrário de quase todos, não lhe acho muita graça e a música, em si, mais parece que poderia ter sido cantada pela Simone nos anos 60. Pronto, podem bater. Agora reconheço que há ali qualquer coisa que faz toda a gente suspirar pela música e pelo rapaz. E, depois de ter visto os 3 ou 4 concorrentes anteriores á actuação do Salvador, percebi o que era. Trata-se uma simples música cantada por um rapaz de ar frágil, sensível e, ao mesmo tempo, descontraído, com um estilo muito seu. Todas as actuações anteriores (não me dei ao trabalho de ver as seguintes) eram encenadas, todos os gestos coreografados ao milímetro, muitos efeitos especiais, adereços, luzes. Tanto que a música era um mero... detalhe. Quando o Salvador actua, é somente ele e a sua música. Mais nada. Daí todos se renderem. Acho que estamos a voltar ao ponto de partida. Antigamente,  as actuações eram do mais simples possível. Com o avançar dos tempos, foram sendo cada vez mais elaboradas e inovadoras. Todos tentavam ser diferentes, quanto mais desse nas vistas, quanto mais espalhafatoso fosse, melhor. Era sinal de diferença e ser diferente dá pontos neste tipo de espectáculo. Mas tanta diferença acaba por cansar. De tal maneira que voltamos ao inicio. Ser diferente agora é ser o mais simples possível. E foi o que o Salvador fez. Ele e a sua música. Mais nada. E chegou. 

 

Agora é esperar por amanhã e ver como se sai no meio dos tubarões. Se bem que amanhã vou estar mais preocupada com outras 'competições' ali para os lados da Luz. Nérvus, muitos nérvus.